Roni Falcão - CSCVL

RONI FALCÃO

O DESBRAVADOR.

Roni foi um dos primeiros a rasgar o céu do Nordeste. Surfista do mar e do céu, na época da Equipe Esso ele tratou o sertão como quem trata o mar. O vento virou maré, a rampa virou costão, e o Havaí do voo livre nasceu ali, onde o chão queima e o céu responde. Foi nesse território sem mapa que os recordes começaram a cair, como folhas secas levadas pela corrente que ele mesmo aprendeu a ler.

De onde o sol nasce primeiro, levou a asa até Brasília. Em 1986, ficou em 2º lugar na etapa do Brasileiro. O nome do sertão pousou no centro do país. Em 1985, ficou entre os cinco melhores da etapa do Brasileiro em Porciúncula, e entre os oito melhores em Governador Valadares. Ainda em 1985 foi 1º lugar no Carioca em Porciúncula. A montanha reconheceu quem a respeitava.

No Sul, em Sapiranga, Roni bateu o recorde de voo cross country. Chegou lá de carona com o Exército Brasileiro, num avião Búfalo que abriu caminho como o vento abre as asas. O voo de ida foi de máquina, o de volta foi de alma.

Porque voar é como viver. Não se domina o vento, aprende-se com ele. Não se foge da queda, usa-se a descida para ganhar impulso. Roni entendeu isso cedo. Por isso sua história não pousou.

De volta ao Rio de Janeiro, que nunca abandonou. Hoje faz parte do Colégio dos Delegados do CSCVL, atuando como instrutor de voo livre. De piloto que desbravou o céu, virou asa para os que estão aprendendo a voar.

Roni é Surfista do Céu, desbravador do sertão e raiz viva do voo livre. Guarda é ouro e CSCVL.

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