O JESUÍTA ALADO.
Anos 80. Nader encontra sua religião. O nome dela: voo livre.
Antes já havia devoção ao Papa Luiz Cláudio Mattos I, o primeiro voador de asa delta do Brasil.
Os pais adiaram o sonho, mas Nader escolheu o altar do céu.
O Sonho foi realizado pelo Cardeal Dom Miguel Tavares de São Conrado, mas conhecido como Miguele que abençoou a sua conversão.
A primeira Igreja do Voo Livre não tinha torre. Tinha endereço: Av. Rio Branco, Edifício Avenida Central.
Ali o Padre Nader já cuidava da fé dos voadores.
Veio a emergência dos Bispos. Compraram a sede de madeira.
Nasceu o solo sagrado: Avenida Prefeito Mendes de Moraes.
De frente pro mar que até os maiores surfistas veneram A Praia do Pepino.
Aos pés da Pedra Gávea, a maior catedral a beira mar do mundo.
O Padre Nader plantou a grama do átrio.
Regava com carro-pipa pago do próprio bolso.
Sem dízimo. Só fé.
Consagraram Bispo da AVLERJ. Duas vezes.
Elevaram a Arcebispo da ABVL. Três mandatos.
O Vaticano do Voo Livre ganhou seu guardião.
A oração de Nader tinha nome: janela certa.
Décadas ajoelhado na rampa esperando o momento certo.
Mais de 1.000 romarias ao Cristo.
Mil promessas pagas em altitude.
Mesmo quando o terço da Rosa dos Ventos ficava incompleto, a fé não.
Não buscou o Papado. Escolheu ser Jesuíta.
Filmou a liturgia do voo.
Espalhou o evangelho do sobrevoo pro mundo inteiro.
Transformou o voo do Cristo em comunhão universal.
O Rio virou vitral sob asa delta.
Centenas de milhares de publicações.
Fotos pregadas nas paredes do planeta.
Escreveu um testamento que
virou filme: Asas, Um Sonho Carioca.
A paixão do voo livre carioca estava canonizada.
Cruzou fronteiras quando a Igreja permitia.
Primeiro a sair do bolsão de São Conrado ao pouso em Itaguaí.
Dias depois: Angra. Depois: Petrópolis.
MISSÕES. Milagres da Época de distância e coragem.
De Saquarema à Serra das Araras, atravessou dioceses.
45 anos de ministério.
Mesma paixão. Mesma fé.
A religião do voo deu a Nader: Os irmãos de asa.
