Nível: RAINHA
A PRINCESA QUE VIROU RAINHA
Maria decolou em 1977, com 17 anos, e a rampa entendeu: o céu tinha ganhado um retoque de batom.
O vestido era uma Asa Rogallo. A boina era um capacete de moto. Na época não se andava de bolsa, e o paraquedas reserva ainda não era exigência.
Ao lado do irmão Jan Gabriel, de 15 anos, ela maquiou o céu e virou a primeira mulher credenciada a voar livre no Brasil.
Em 1980, o desfile foi no Brasil contra a moda mais forte da época, a França.
Linda menina com a força da mulher. Asa nova no corpo, tão bem vestida que já fazia parte dela.
Maria sozinha na passarela feminina do céu.
O vento se apaixonou. A térmica quis ser sua melhor amiga.
Ela girou como num desfile de moda, ganhou altura sem salto alto, flutuou.
Não caiu. Derrubou campeões.
O pai da musa explica.
No seu ateliê, forjou o avião Śląsk dos 23 aos 25 anos e voou nele em 1936.
Chamaram ele de “Ícaro da Silésia”.
Semeou o vento nos filhos.
Maria fez carreira sob os olhos do pai, e passou o comando adiante.
Hoje ela desfila de asa delta e parapente.
A filha Monika Wojnowski desfila ao lado, na mesma passarela do céu.
Elas visitam Matheus Gabriel, in memorian, que segue no corredor de nuvens.
O irmão Jan continua incentivando, com a própria asa, os desfiles de Maria.
A imprensa brasileira e polonesa cercou Maria com seus paparazzi.
Virou harmonia e beleza onde o vento se destaca.
Maria tem a habilidade e beleza da mulher, e a força do nome.
A Maria do CSCVL carrega gerações com brincos feitos de mosquetões, vestidos de dacron e casaco de selete.
E lembra: espelho, espelho meu, existe mulher mais valente do que eu?
Coleção LENDAS da Rampa — CSCVL
Pra quem sabe que o céu não é o limite.
Guarda.
É voo.
É CSCVL.
É figurinha rara. Você tem a menina que abriu caminho, venceu campeões em 1980 e sustenta uma dinastia que desfila nos céus de asa delta e parapente.
