Nível: LENDA
No berço do voo livre no Brasil, onde nasciam as asas delta, Tavinho escalava montanha.
Percorreu trilhas abertas por pioneiros e as reabriu de uma nova forma com uma nova ferramenta.
Via as asas pendurado nos maiores penhascos do Rio inclusive do maior monólito à beira-mar do mundo:
A Pedra da Gávea. Enquanto uns olhavam pra cima, ele já pensava em como descer voando.
O parapente nasceu assim:
Alpinistas no topo, mochila nas costas, decidiram que descer também podia ser voar.
Tavinho entendeu a poesia antes de todo mundo:
Alpinismo sobe pra conquistar. Voo livre desce pra libertar. Parapente faz os dois.
Tavinho, Ruy Marra e Bruno Menescal foram os pioneiros.
Trouxeram o parapente pra São Conrado e encheram a rampa de cor, técnica e amizade.
De repente o Pepino ficou mais bonito.
Campeão na rampa. Campeão fora dela.
Destaque pro “Havaí do voo livre”: Governador Valadares.
Onde o voo é longo e a térmica é larga, mas a Santa não perdoa. Lá, Tavinho mostrou que sabia que não precisava de perdão e sim de ser campeão.
De escalador de pedra a pintor de céu.
Tavinho abriu rota, abriu asa, abriu gente nova pro voo.
Tavinho subia montanha pra entender o vento.
E descia voando pra ensinar o resto de nós a fazer o mesmo.
Piloto de Parapente que pisa em São Conrado pisa na trilha que Tavinho reabriu.
Guarda. É voo. É CSCVL.
É figurinha rara. Você tem o alpinista que virou asa, o pioneiro que trouxe o parapente pra rampa e coloriu São Conrado pra sempre.
