O GUARDIÃO DO VENTO.
Zé viu o voo livre nascer. Cresceu junto com o esporte, testemunhou os primórdios do voo livre no Brasil.
Ainda muito jovem, foi testemunha da chegada do francês Stephan Dunoyer D’Segonzac e de Luiz Cláudio Mattos. Abriu caminho com flores, recebeu a técnica, cultivou e repassou aos seus alunos. Formou gerações.
Seu pai plantava margaridas na primeira área decolagem do setor Pedra Bonita. A rampa ganhou nome: Rampa das Margaridas. Zé viu nascer também a rampa de hoje, onde o vento de frente sopra constante na maior parte do ano.
Virou instrutor. Formou centenas de alunos, brasileiros e estrangeiros. Construiu uma vida, uma carreira e um legado no voo livre.
Zé da Rampa é asa que virou raiz. É vento que virou história. É figurinha de ouro. Guarda.
