Nível: LENDA
Antes dos clubes. Antes das federações. Antes da CBVL. Existia só a ABVL – Associação Brasileira de Voo Livre. E quem segurava o leme do esporte se chamava Gustavo Carreira.
O surfista antes de ser comandante do céu. Trazia no sangue a leitura do mar. Levou pro ar o mesmo instinto de quem sabe onde a onda quebra.
Cruzou o mundo pilotando história. Voou de Fledge no Japão. Rasgou o Pacífico de Seagull na Califórnia. Quando voltou, trouxe o mundo na bagagem e decolou de Cometão na rampa que ele mesmo ergueu na própria fazenda.
Presidiu a transição como quem lidera exército. Avelerj. ABVL. CBVL. .
Abriu caminho a golpes de visão. Entregou o esporte blindado pro futuro enquanto pilotava com alma de aço.
Esteve na equipe de 1981 quando Pepê Lopes conquistou o mundo. Gente grande voa em formação. E ele já estava lá, abrindo o flanco pro Brasil passar.
Lutou pela nossa casa como quem defende muralha. Sede. Área de pouso. Cada metro de chão foi território defendido e reconquistado. Cada decreto foi fortaleza erguida. Cada assinatura, um tratado de vitória.
Sonhou um império no subsolo. Uma sede tombada, patrocinada pela IBM. Projeto de gênio. Estratégia de titã. O tempo não alcançou o sonho. Mas o sonho fincou fundação eterna.
Até hoje, quando a obra canta, o alicerce responde: Carreira. As colunas que ele cravou ainda sustentam nosso voo. Enterradas no concreto. Cravadas no céu.
Não ergueu só rampa na fazenda. Ergueu era no Brasil. Não comandou só entidade. Comandou avanço. Não pilotou só asa. Pilotou ofensiva.
Lenda não preside. Lenda conquista. E toda vez que um piloto decola em São Conrado, decola do território que Gustavo Carreira tomou pro voo.
Guarda. É voo. É CSCVL.
É figurinha rara. Se você tem essa, você tem o cara que ajudou a conquistar o chão que sustenta o céu que a gente voa hoje.
É figurinha rara. Se você tem essa, você tem o cara que ensinou o Rio a ouvir suas histórias e a sempre sorrir com elas.
