O GAVIÃO DA BOCAINA
1977. O Gavião era um “filhote” e aprendia a voar.
Primeiro voo: janeiro de 78, rampa da Pedra Bonita. Voou nos “bacalhaus”, nas asas toscas que se dobravam no vento. Um ano depois veio a Cumulus 10 – a asa de difícil comando, estreada em cima do maior monólito à beira-mar do mundo: a Pedra da Gávea.
A evolução veio na Califórnia asa seagull 10 meters nas térmicas do deserto.
No Havaí foram os primeiros brasileiros a decolar: Paulinho Maraia, Pepê, Arnaldo, Paulinho Falcão.
E foi com essa mesma asa que o Gavião fez história: primeiro brasileiro a conquistar o Cristo. Junto com Marco Archer, testemunhado por Roni Falcão e Haakon Loretzen. Pouso em Ipanema. O Cristo ganhou seu mais fiel admirador, que de tanta fé na tirada baixa ganhou altitude no paredão.
Veio a asa Atlas: outra revolução das aeronaves. Campeão do Rio Verão 80.
Veio a asa Comet: mais revolução ainda nas mãos do Gavião. Uma apresentação na rampa da Pedra Bonita e inaugurou o voo de sudoeste, do outro lado da Pedra Bonita e da Gávea.
A fábrica da UP afundou em encomendas.
1981: passou tão alto no Pilão de Atibaia que os juízes não viram. Foi prejudicado por voar alto demais.
Foi pra Bocaina pra meditar e se tornou campeão dos Mestres da Bocaina. Voltou pro Rio e novamente campeão da Copa Pepsi, deixando Pepê em segundo e Paul Gaiser em terceiro.
Birutou em Valadares e ainda fez os melhores voos do campeonato.
Andradas. Brasília. Todas as rampas e todas as asas da época.
Chegou a hora de decidir: comércio no Rio ou céu?
Foi meditar na Bocaina pra resolver o futuro. As térmicas o levaram a 4.200m.
Ali ele se decidiu e virou a lenda: Arnaldo Borges, O GAVIÃO DA BOCAINA.
Coleção LENDAS da Rampa — CSCVL
Pra quem sabe que o céu não é o limite.
Guarda. É voo. É CSCVL.
É figurinha rara. Você tem o Gavião da Bocaina, o cara que voou alto demais pra ser visto pelos juízes, o primeiro piloto a sobrevoar o Cristo Redentor.
