A ALMA QUE FEZ A RAMPA SAMBAR.
Viu a escola de samba Tradição contar a história de Ícaro: “Passarinho, Passarola, quero ver voar” Conversou com o presidente da Tradição e disse que voava de asa delta. Na mesma hora ganhou convite pra desfilar. Chegou na praia e chamou a galera. Pedrão e Claudão montaram um enredo pro voo livre. Waldir montou a asa em cima do carro alegórico do Pepê e levou o céu pra avenida.
Levou o menino Curumim de volta pro céu.
Chamou a galera pra decolar depois do acidente. Reuniu a turma, botou ele pra voar de novo. Foi a maior felicidade que já se viu na rampa. Porque pra Waldir, voar era isso: devolver o sonho pra quem achou que tinha perdido 🥹
Papai Noel do pouso.
Distribuição de brinquedos na chegada. Ele mesmo se vestia, descia da asa e entregava presente. O pouso virava praça. Criança, piloto, família… todo mundo ganhava céu.
Criador, repórter, guardião.
Virou assessor de imprensa na era do Pedrão presidente. E foi um dos responsáveis pelo tombamento do gramado do pouso. Deixou a terra protegida pra gente continuar pousando com segurança.
O bolo que virou asa.
Durante 5 anos mandava fazer um bolo em formato de asa pro Gauchão. Cada ano maior que o outro. Até chegar no tamanho da carroceria da picape. O bolo não cabia na mesa. Cabia na memória de todo mundo.
Waldir Ferraz não colecionava horas de voo. Colecionava gente.
Transformava rampa em família, pouso em festa, acidente em recomeço.
Guarda essa figurinha: é rara, é CSCVL, é ouro.
