Nível: LENDA
No voo livre existem nobres. Existem príncipes. Mas tem resgate que vira rei da rampa. Esse era Paulo Coelho. Paulo Platino.
Antes do céu, o chão do Gávea Golf. Carregava tacos para a nobres do golf, enquanto sonhava altitude. Em 1981, Carlinhos Niemeyer deu o curso. Miguel Tavares soltou pro primeiro voo.
Platino não era apelido. Era armadura. O sabão que patrocinou o menino virou nome de guerra. Comprou a primeira asa com suor e talento.
1982: parou o tempo no ar. 10h40m. Recorde brasileiro de permanência na época. O Brasil olhou pra cima e entendeu: tinha rei novo na rampa.
Mundial não intimida quem nasceu pra ele. 1987, Austrália: 4º do mundo. Suíça: 4º do mundo outra vez. Sempre entre os gigantes.
192 km de recorde sul-americano na época. Governador Valadares até Muriaé em 1987. Quando Paulinho atravessava o mapa, o mapa virava território dele.
Paulo Platino foi um dos pilotos que mais venceu etapas do Brasileiro de Asa Delta. Pódio virou rotina. Mundial virou casa.
De resgate a um dos maiores pilotos do mundo. E o nome que carrega, com orgulho, a fachada da nossa sede: CSCVL.
Paulinho voou alto demais pra ser esquecido. Resgate do voo, saiu da Praia do Pepino e do Gávea Golf, venceu os nobres voadores do mundo e coroou-se realeza do céu. Piloto que pisa em São Conrado não pisa em areia: entra no palácio. Está na sede Paulo Coelho.
Guarda. É voo. É CSCVL.
É figurinha rara. Você tem o resgate que assumiu o trono do CSCVL e marcou seu nome na sede.
